sexta-feira, 4 de julho de 2014

Convite à solitude

Sempre gostei da palavra solitude. Me remete à ideia de um retiro voluntário. E penso que Deus tem uma ótima oportunidade para trabalhar em nós nesses momentos de solitude, de retiro voluntário. Ao contrário da solidão, que carrega em si um sentimento negativo, a solitude evoca algo positivo. Sente solidão quem não queria estar sozinho; sente solitude quem se sente confortável ao estar consigo mesmo.

Por isso, Convite à Solitude, de Brennan Manning, foi um convite pra mim.

                             


"... descobri que me conecto melhor com o outro quando me conecto com o meu eu interior. (...) O silêncio e a solitude são artigos preciosos em minha vida. Meu eu irrequieto encontra paz somente quando descanso em Deus. (...) ... a minha necessidade mais urgente na vida é ficar só. Da mesma maneira que um homem faminto precisa de alimento e um homem sedento carece de água, eu necessito de solitude - um tempo para alcançar aquele estado de paz e tranquilidade no qual eu consiga me recompor, recobrar o ânimo e simplesmente funcionar, oferecendo às pessoas aquilo para o que, no plano de Deus para mim, fui designado."

Quando li tudo isso, pensei, "esse cara me conhece! Isso me traduz tão bem!". Porque realmente acredito e vivo isso. Amo conviver com minha família, amigos e todas as demais pessoas que fazem parte da minha vida. Mas me é simplesmente essencial a solitude para funcionar bem, para aquietar o meu eu, estar em paz comigo e com Deus, dar-lhe espaço para trabalhar em mim.

E a partir daí o autor passa a discorrer sobre suas experiências, faz reflexões sobre sua trajetória com Cristo e muitas vezes expõe seus questionamentos.

"Em geral, experimentamos a beleza primeiro nas coisas que nos cercam. Às vezes em coisas facilmente perceptíveis, outras vezes na transparência de um olhar ou de um relance que revela uma alma completa de luz. Sempre que encontramos o belo, nosso coração desperta, estremece, aviva-se, experimenta emoções, porque há um poder extraordinariamente mágico nas menores coisas: uma planta minúscula que floresce na primavera, uma sombra do céu em determinado momento do dia, uma noite calma e fria a brilhar com o fulgor das estrelas - tudo o que arrebata o coração. São uma pequena mostra do Paraíso Perdido na terra, onde tantas coisas estão dilaceradas ou a esfacelar-se. São pequenos oásis no vasto deserto do mundo."

"Será que levar a vida a sério passou a significar levar uma vida de tristeza? Será que 'viver' é apenas outra palavra para 'resistir'?"

"Ciente de que Deus toma a iniciativa e de que por sua graça somos salvos, estou agora trabalhando com a sinceridade, a seriedade e a ferocidade da minha determinação em corresponder a sua graça salvadora. Sem ele, nada posso fazer (cf. Jo 15:5). Mas, sem minha cooperação, ele pode não fazer nada. Cristo não me santificará sem a minha vontade. Creio que ele me dará ao final exatamente aquilo que eu escolher e creio que as tendências e desejos implícitos em minhas escolhas serão meus, irremediavelmente. A obediência à Palavra, o hábito da oração constante e a prática diária da virtude cristã exigem colaboração ativa de minha parte."

Para mim valeu muito a leitura desse livro. Recomendo.

Charles R. Swindoll, em seu livro Intimidade com o Todo-Poderoso (amo esse livro, não sai da minha mesinha de cabeceira), também destacou, dentre o que chamou de disciplinas para se atingir esse objetivo, o silêncio e a solitude.

"O silêncio é indispensável se quisermos alcançar profundidade em nossa vida espiritual. (...) O silêncio afia os cantos vivos de nossa alma, sensibilizando-nos para sentirmos os leves toques de repreensão de nosso Pai celestial. O barulho, as palavras e os programas alucinantes, agitados, insensibilizam os nossos sentidos, fechando os nossos ouvidos à sua voz tranquila, suave, tornando-nos insensíveis ao seu toque."

"A solitude tem sido chamada de 'a fornalha da transformação'. (...) É um oásis da alma em que vemos a nós mesmos, em que vemos os outros, e especialmente o nosso Deus de uma maneira nova. (...) A transformação da alma acontece quando a serenidade toma o lugar da ansiedade.
Na solitude ocorrem lutas de que ninguém mais fica sabendo. Batalhas profundas são travadas nos momentos em que se está só, e raramente elas dão subsídios para sermões ou ilustrações de livros. Deus, que sonda os nossos mais profundos pensamentos nos períodos em que estamos em solitude, abre os nossos olhos para coisas que necessitam de atenção. São nesses momentos que ele nos faz conscientes daquelas coisas que tentamos esconder dos outros."

Você já teve o seu momento de silêncio e solitude hoje? 


sábado, 19 de maio de 2012

Bíblia A Mensagem

Há muito tempo esperava pela edição em Língua Portuguesa da Bíblia The Message, a paráfrase escrita por Eugene Peterson. Amo as obras desse pastor, tão sensível.

Então fiquei felicíssima quando soube que a Editora Vida lançou A Mensagem, em linguagem contemporânea.



Do Prefacio:

"A Mensagem eh uma Bíblia de leitura. Nao tem a intenção de substituir excelentes Bíblias de estudo que estão disponíveis. Meu propósito aqui (tal como foi antes em minha igreja e comunidade) eh simplesmente fazer que as pessoas a leiam, pessoas que nao sabem que a Bíblia eh um livro para ser lido, pelo menos por elas, e fazer que pessoas que perderam, há muito, o interesse pela Bíblia a leiam novamente. Mas eu nao tentei fazer disso uma tarefa fácil - há muita coisa na Bíblia difícil de entender. Por isso, em algum momento durante o caminho, cedo ou tarde, vai ser importante tomar uma Bíblia padrão de estudos, para facilitar estudos posteriores. Enquanto isso, leia para viver; ore enquanto lê. "Deus, que seja comigo assim como dizes"."

Da Introdução:

"Precisamos entender o modo pelo qual estas narrativas e canções, estas orações e estes diálogos, estes sermões e estas visões nos convidam a este mundo grande, imenso, por trás do qual o Deus invisível esta envolvido em tudo que eh visível e ilumina o significado de viver aqui - viver de verdade, nao simplesmente viver por viver.
(...)
Isso eh novo para muitos de nós, um tipo diferente de livro - um livro que nos lê enquanto nós o lemos.
(...)
Alguns também ficam surpresos de que a leitura da Bíblia nao nos conduz a um mundo "melhor". O mundo bíblico decisivamente nao eh um mundo ideal, do tipo que vemos em propagandas comerciais. O sofrimento, a injustiça e a feiura nao são retirados do mundo no qual Deus age, ama e salva. Nada eh deixado de lado. Deus trabalha de forma paciente e profunda, mas frequentemente, de maneira oculta, na confusão da nossa humanidade e da nossa história. Nosso mundo nao eh organizado e limpo, no qual temos garantia de que tudo estará sob controle. Eh difícil acostumar-se a isso - há mistério em toda parte. A Bíblia nao nos da um mundo previsível de causa e efeito no qual podemos viver nossa carreira e assegurar nosso futuro. Nao eh um mundo de sonho, no qual tudo acontece conforme nossas expectativas adolescentes - há dor, pobreza e abuso, pelos quais gritamos indignados: "Você nao poderia ter deixado isso acontecer". Para muitos de nós, são necessários anos e anos para trocar nosso mundo de sonho por este mundo real de graça e misericórdia, sacrifício e amor, liberdade e alegria - o mundo salvo por Deus.
Outra surpresa ainda eh que a Bíblia nao nos bajula. Nao há uma tentativa de nos vender algo com a promessa de tornar a vida mais fácil. A Bíblia nao nos oferece segredos, que frequentemente imaginamos, para prosperidade, prazer ou aventuras. A realidade que surge quando Lemos a Bíblia tem a ver com o que Deus esta fazendo por meio de um amor Salvador que nos inclui e a tudo quanto fazemos.
(...)
Enquanto lemos, descobrimos que há uma conexão entre a Palavra Lida e a Palavra Vivida. Tudo neste livro pode ser vivido. Muitos de nós descobrem que a pergunta mais importante que fazemos ao ler nao eh "O que isso significa?", mas "Como posso viver isso?". Então, nós lemos de modo pessoal, nao impessoal. Lemos para viver nosso próprio ser, nao apenas para obter informações que podemos usar para elevar nosso padrão de vida. A leitura bíblica eh um meio de ouvir e obedecer a Deus, nao para reunir dados religiosos, que podem ser nossos próprios deuses."

A minha comprei direto no site da Editora Vida, www.editoravida.com.br. Há várias opções de preço e encadernações.



terça-feira, 24 de abril de 2012

A Oração por Vingança

Vou começar a compartilhar sobre os livros cristãos que ando lendo.

O de hoje se chama A Oração por Vingança, de Doug Schmidt.



Confesso que me chamou a atenção por causa do título, num momento nada cristão - mas muito humano - em que andava pedindo "queima ele/ela, Jesus" em relação a algumas pessoas, rsrsrs...

Mas logo abaixo vem o subtítulo, "O perdão em face da injustiça".

O livro é interessantíssimo, trata dos salmos da ira e orações imprecatórias - nunca os havia analisado sob esse prisma -; mas é também sobre o perdoar ou não perdoar, sobre a diferença entre perdoar e reconciliar, sobre justiça e vingança e sobre se o comportamento de quem nos ofende - o arrependimento - faz diferença na hora de perdoar.

Pra dar o gostinho:

"A maioria das pessoas pensa que perdoar é conceder um cheque em branco que permite ao ofensor retornar à vida delas só para destroçar-lhe o coração novamente. Nada poderia estar mais longe da verdade.
(...)
... não é saudável considerarmos o perdão como mera "quitação emocional" do débito que as pessoas produziram em nossa vida. Em vez disso, é melhor descrevê-lo como a "transferência" desse débito da nossa conta para a de Deus. Perdoar significa que somos incapazes de deduzir certos débitos e que precisamos confiar em Deus para fazer o balanço contábil." (p. 70).

"Nossa disposição de perdoar alguém não deve basear-se na expectativa de que esse ato encerrará a questão aos olhos de Deus. Talvez resulte no término do nosso envolvimento com a pessoa, ou talvez até na manutenção do relacionamento com ela por uma série de razões legítimas. Entretanto, nesses casos, entendemos que o nosso nível de intimidade com o próximo não deve ser dos mais profundos.
O fato de perdoarmos alguém não significa que Deus tenha concluído o assunto com essa pessoa" (p. 84)

Também traz várias citações de outras obras:

"O mal se manifesta quando há ausência de empatia, vergonha e bondade. A empatia envolve o estabelecimento de um vínculo com o coração do outro e o respeito pelos seus limites pessoais. Uma pessoa má é indiferente aos sentimentos do próximo e parece comprazer-se com o fim de todo e qualquer propósito, personalidade e vitalidade. (Allender, 1992)" (p. 38).

Da Central Gospel. Link do livro .

Comprei na Geração Eleita, em Caxias, na Rua Vinte de Setembro, 2157. Essa livraria é muuuuuuito boa.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Versículos que estão no coração

Não gosto de escrever correndo sobre os assuntos relacionados ao Senhor - o que tem prejudicado meus posts.

Mas quero falar sobre alguns versículos que tem calado ao meu coração:

Apocalipse 3:16: Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca;

Definitivamente a mornidão tem de ficar longe de nós. Nada a ver com mansidão ou domínio próprio. Que sejamos ou não sejamos; não podemos ficar em mornidão, aquela coisa em cima do muro, sou e não sou do Senhor. Tenho refletido muito sobre isso.

E em aquietarmo-nos no Senhor, esperarmos nele:

Salmo 131.1 [Cântico de romagem. De Davi] SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.

131.2 Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.

131.3 Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.

De forma que nossas palavras e pensamentos sejam agradáveis a Deus:

Salmo 19.14 As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!

Resumo: Esperarmos, confiarmos no Senhor, honrando-o e agradando-o com as palavras de nossos lábios e o meditar de nosso coração e atentos para não cairmos em mornidão.

sábado, 17 de setembro de 2011

Jugo desigual

Texto citado na Bíblia de Estudo Devocional, Max Lucado, p. 483:

"O macaco vê, o macaco faz. Quando passamos tempo suficiente com certas pessoas num cenário específico, as nossas ações geralmente tornam-se similares. É assim que somos. E isto é especialmente verdade se aquele em minoria é inseguro e indeciso. Se você duvida disto, está meramente enganando a si mesmo. Desperta, águia! Compreenda o irresistível poder da pressão dos companheiros sobre você, bem como sobre os seus filhos. Alguns o chamam de "instinto de bando". Sendo tudo igual, se você anda com más companhias, será corrompido. O bem não será lustrado neles. A maldade deles será lustrada em você. (Extraído da obra Living above the Level of Mediocruty, de Charles Swindoll)."

domingo, 11 de setembro de 2011

Passo a Passo com Cristo

Quero fazer a indicação de uma série de pequenos livros que trazem grandes ensinamentos: Passo a Passo com Cristo, do Pr. João Leão dos Santos Xavier.

Quando me converti aos caminhos do Senhor usamos o volume 1 na classe de batismo.

Considerei o livrinho tão bom que voltei a ele alguns anos depois e também fui em busca de adquirir os demais volumes, 2 a 4.

A edição é da Lerban, a Livraria Editora Renovação Batista Nacional. É possível fazer o pedido por e-mail, lerban@cbn.org.br . Custo de R$3,90 por exemplar.
São obras voltadas principalmente aos novos convertidos, no intuito de fornecer base doutrinária, apresentando os princípios elementares da fé de uma forma muito didática.

Temas abordados:

Vol. 1

  1. SUA NOVA VIDA
  2. DIFICULDADES NA CAMINHADA
  3. VENCENDO O PECADO
  4. A BÍBLIA - A PALAVRA DE DEUS
  5. O HOMEM ORIGINAL
  6. A QUEDA DO HOMEM
  7. O HOMEM NATURAL
  8. O PECADO
  9. O ARREPENDIMENTO
  10. A FÉ
  11. A ORAÇÃO
  12. O BATISMO CRISTÃO
  13. A CEIA DO SENHOR
Vol. 2:

  1. SUA NOVA VIDA
  2. JUSTIFICAÇÃO
  3. ADOÇÃO
  4. SANTIFICAÇÃO
  5. O PERDÃO
  6. A TENTAÇÃO
  7. MEDITAÇÃO
  8. MORDOMIA
  9. DÍZIMOS E OFERTAS
  10. O JEJUM
  11. O SENHORIO DE CRISTO
  12. SOFRIMENTO E ADVERSIDADE
  13. AUTORIDADE E SUBMISSÃO
Vol. 3:

  1. AS OBRAS DA CARNE
  2. O FRUTO DO ESPÍRITO
  3. COMO RESOLVER PROBLEMAS
  4. LIBERTAÇÃO
  5. O JUGO DESIGUAL
  6. SAÚDE E CURA
  7. FAMÍLIA CRISTÃ
  8. LOUVOR E ADORAÇÃO
  9. EVANGELISMO E DISCIPULADO
  10. MISSÕES
  11. USOS E COSTUMES
  12. ARMADURA DE DEUS
  13. O SÁBADO CRISTÃO
Vol. 4:

  1. A DIVINDADE
  2. A TRINDADE
  3. JESUS CRISTO
  4. O ESPÍRITO SANTO
  5. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
  6. OS DONS ESPIRITUAIS
  7. OS ANJOS
  8. O DESTINO ETERNO
  9. O DIABO E SEUS ANJOS
  10. A RESSUREIÇÃO
  11. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
  12. A IGREJA
  13. A IGREJA E A CONVENÇÃO

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Obediência e o Espírito Santo

Estava estudando o livro de Atos e me chamaram a atenção dois versículos:

Atos 5:29: Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.

Atos 5:32: Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo que Deus outorgou aos que lhe obedecem.

Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens, e Deus outorgou o Espírito Santo aos que lhe obedecem.

Lembrei de Saul, que desobedeceu ao Senhor. Deus o havia mandado guerrear contra os amalequitas, matar a todos, e destruir tudo o que era deles. E Saul, rendendo-se à vontade do povo, deixou que fossem poupados os melhores animais - para serem sacrificados a Deus -, assim como poupou a vida de Agague, rei de Amaleque.

E Samuel insta com Saul, dizendo-lhe que o Senhor tem mais prazer em que se obedeça à sua palavra do que em holocaustos e sacrifícios.

E Saul reconhece que pecou, desobedecendo ao Senhor; porque temeu o povo e deu ouvidos à sua voz. (1 Samuel 15).

Embora Atos e 1 Samuel vão longamente separados no tempo, a mensagem entre ambos é a mesma: obedecer a Deus e não aos homens; e que Deus dará o Espírito Santo aos que lhe obedecem. Tanto é assim que após sua desobediência, Deus retirou de Saul o seu Espírito (1 Samuel 16:14).

E embora longo tempo nos separe de Samuel e Atos, a Palavra foi, é e sempre será a mesma; portanto, a obediência a Deus é chave para recebermos o seu Santo Espírito.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ser único ou ser igual aos outros?

1 Samuel 8: e os israelitas pedem um rei

Naquela época, Joel e Abias, filhos de Samuel, eram juízes sobre Israel. O povo, vendo que Joel e Abias não seguiam os mesmos caminhos de Samuel, que já estava entrado em dias, pediu-lhe que lhes constituísse um rei.

O interessante é notar o motivo pelo qual o povo queria o rei. Não era porque esse rei lhes faria um bem maior do que os juízes. Era para que o povo israelita fosse igual a todas as outras nações.

E não adiantou Samuel lhes esclarecer todas as desvantagens que poderiam advir do governo desse rei; os israelitas ainda assim continuavam querendo o rei, para que fossem como todas as nações.

Ora, esse não era o plano do Senhor para o povo de Israel; mas Deus lhes atendeu o pedido.

Traçando um paralelo desse episódio com a nossa vida atual, quantas vezes não damos ouvidos ao Senhor e aos seus planos para nós, mas insistimos em implantar em nossas vidas nossos próprios planos; e, o que é pior, muitas vezes movidos pelo mesmo desejo dos israelitas: sermos iguais aos demais. Desprezamos o plano maravilhoso de Deus, individual, único, para cada um de nós, para sermos iguais a todos os demais e nos perdermos na multidão.

E pode ser que Deus nos atenda, assim como fez com o povo de Israel...

É claro que os planos de Deus não podem ser frustrados. Depois de se haver arrependido de ter constituído Saul rei, por ter ele deixado de segui-lo e de executar suas palavras, Deus foi buscar em Davi um homem segundo o seu coração, que acabou fazendo o bem ao povo.

Então Deus pode, é evidente, transformar aquilo que estava nos causando mal em bem; e cumprir os seus propósitos. Porém, quanto sofrimento poderia ser evitado se desde o princípio seguíssemos os planos do Senhor ao invés de querermos ser iguais aos demais...




sábado, 20 de agosto de 2011

Um coração grato


Hoje li um tweet do Felippe Valadão que me fez lembrar de Lucas 17:12-19.

Diz o Felippe: “Os verdadeiros adoradores sempre voltam para agradecer e reconhecer”.

Em Lucas lemos: “Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! Ao Vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou”.

Em que medida temos sido gratos ao Senhor por todas as suas bênçãos e misericórdias? Será que temos retornado aos pés da cruz para agradecer? Quantas vezes os “estrangeiros” tem sido mais gratos a Deus? Até que ponto pensamos que as bênçãos e misericórdias do Senhor nos são devidas, por sermos seus filhos, e, por isso, não lhe rendemos a gratidão devida?

Os outros nove leprosos também foram curados. Mas somente ao samaritano que retornou agradecido o Senhor declarou que sua fé o salvara... Ou seja, este samaritano foi além. Assim como os demais, foi abençoado no momento, com sua cura física; porém, mais importante: a sua fé o fez ultrapassar o momento e atingir a sua salvação.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Forja da Espera


Às vezes é muito difícil aguardar pelo tempo do Senhor. Silenciar, aquietar o coração, esperar nele e confiar.

Fico pensando nos heróis bíblicos e no bocado de coragem e de fé que tiveram.

A começar por Abraão. Que coragem! Pois o Senhor lhe disse, “sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei”, Gênesis 12:1. E Abraão não titubeou. Depositando toda sua confiança e esperança no Senhor, cumpriu com o seu desígnio. E o Pai cumpriu com sua promessa, levando-o à terra que lhe prometera. E nele fez benditas todas as famílias da Terra.

O mesmo se diga quanto a Moisés; que obedeceu ao Senhor, tirando o povo de Israel da terra do Egito e livrando-o da escravidão, conduzindo-o pelo deserto à terra prometida. E que teve como a maior recompensa Deus falando-lhe face a face: “falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo” (Êxodo 33:11).

E José, o pai terreno de Jesus, que obedeceu as ordens que o Senhor lhe mandou em sonhos: sonhou que deveria receber Maria; sonhou que não deveria retornar à presença de Herodes; sonhou que deveria ir para o Egito e sonhou que deveria retornar do Egito; assim como sonhou que deveria se estabelecer na Galiléia. E teve o privilégio de ser o pai do Salvador, do Redentor, quando teve ele de vir a essa Terra.

O próprio Senhor Jesus, coração e luz da Bíblia. Escolheu obedecer ao Pai e teve por recompensa o resgate da humanidade, caída desde o pecado original. E sentou-se à destra do Pai.

Quando nos queixamos de esperar, quer maior espera que a do Senhor Jesus? Espera pela sua segunda vinda, triunfal, para buscar os seus irmãos, de quem a Bíblia afirma que é o primogênito?

E quanto a esse tempo afirmou que “... a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos do céu, nem o Filho, senão o Pai” (Marcos 13:32).

Se o Senhor Jesus, Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Salvador, Redentor, que está sentado à direita do Pai, não sabe a hora de seu retorno, que dirá nós quanto às nossas esperas...

Aliás, a humanidade teve de aguardar pela salvação. E por quanto tempo? Ora, desde o pecado original até a morte de Jesus. É um bocado de tempo...

No livro Os Fundamentos da Nossa Fé o Pastor Ulf Ekman afirma que “antes da fundação do mundo, Deus sabia em seu coração que o homem pecaria. Também sabia que o reconciliaria. Em sua onisciência, Deus sabia que o homem escolheria o pecado e a rebelião e suas consequências”.

E ainda assim levou do pecado original à ressurreição de Cristo para que o plano da salvação fosse cumprido!!!

O que importa, em verdade, é obedecer à vontade do Pai. Estar alinhado com ela.

Abrãao tinha setenta e cinco anos quando saiu em busca da terra prometida por Deus (Gênesis 12:4). E cem anos quando nasceu Isaque (Gênesis 21:5). Moisés tinha oitenta anos quando falou a faraó (Êxodo 7:7). E permaneceu no deserto com o povo de Israel por quarenta anos (já que morreu aos cento e vinte, como afirma Deuteronômio 34:7, às vistas da Terra Prometida). E Jesus aguardou trinta anos para dar inicio ao seu ministério. E ainda teve de se apartar várias vezes, porque não chegara a hora de se cumprir o plano de salvação.

O importante é cumprir com a vontade de Deus. Obedecê-lo. Mesmo quando Abrãao estava na jornada rumo à Terra Prometida, ou aguardando por Isaque, estava no caminho para cumprir com a vontade do Senhor. Moisés, ainda que não tenha adentrado a Terra Prometida, tirou o povo do Egito e conduziu-o quarenta anos pelo deserto. Essa era a vontade do Senhor para ele. Cumpriu-a. O Senhor Jesus teve de aguardar por trinta anos por seu ministério, o qual durou três anos, para que então fosse cumprido o plano de salvação. Mesmo durante esse período de espera, estavam todos a caminho de cumprir com a vontade do Senhor.

José é outro grande exemplo. Teve de ser vendido como escravo, teve de passar tempo preso, para que fossem criadas as condições para que acabasse se tornando o homem de confiança do Faraó: “administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu” (Gênesis 41:40).

Intimidade com o todo-poderoso. A espera pode ser um tempo para cria-la.

Confiança no todo-poderoso. Certamente é um tempo para isso também.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Seu coração pode ser posto à prova?

Em Deuteronômio 8, em que o Senhor exorta o povo de Israel a guardar na memória os seus benefícios, Deus diz ao povo, no versículo 2: "recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos".

Em Juízes 2:6-23 a ira do Senhor se acende contra Israel porque o povo seguira a outros deuses, quebrando a aliança.

Assim, Deus resolve colocar Israel à prova, deixando de expulsar de seu território os povos inimigos: "pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel; e disse: porquanto este povo transgrediu a minha aliança que eu ordenara a seus pais e não deu ouvidos à minha voz, também eu não expulsarei mais de diante dele nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu; para, por elas, pôr Israel à prova, se guardará ou não o caminho do Senhor, como seus pais o guardaram. Assim, o Senhor deixou ficar aquelas nações e não as expulsou logo; nem as entregou na mão de Josué", v. 20-23.

Que o Senhor encontre nossos corações como o de Davi. Davi, o pecador; porém, que "... guardou os meus mandamentos e andou após mim de todo o seu coração, para fazer somente o que parecia reto aos meus olhos", 1 Reis 14:8.

"De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos", "seja o meu coração irrepreensível aos teus decretos, para que eu não seja envergonhado", Salmo 119: 10 e 80.

Deus não chama os capacitados, mas capacita os chamados

Há um texto bíblico muito interessante em Êxodo que bem confirma aquele "ditado" que se popularizou, de que "Deus não chama os capacitados, mas capacita os chamados".

Trata-se dos capítulos 35:30-35 e 36:1-2.

Diz a Palavra que o Senhor "... chamou pelo nome a Bezalel (...), e o espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício, e para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, e para lapidação de pedras de engaste, e para entalho de madeira, e para toda sorte de lavores".

E, além disso, Deus dispôs o coração de Bezalel para ensinar a Aoliabe e encheu a eles e a todo homem hábil de habilidade e sabedoria para efetuarem as obras necessárias para o serviço do santuário.

Então "Moisés chamou a Bezalel, e a Aoliabe, e a todo homem hábil em cujo coração o Senhor tinha posto sabedoria, isto é, a todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la".

Das lições que a Palavra evoca para as nossas vidas, o que extraio dessa passagem é que o mais importante é estarmos de coração disposto para a obra do Senhor, para que Ele possa cumprir com o chamado e dar-nos a capacitação necessária.

domingo, 7 de agosto de 2011

Obediência

A Palavra fala que o Senhor acabara de mandar Moisés de volta para o Egito e que quando estavam ele e a família numa estalagem, durante o retorno, o Senhor o encontrou e o quis matar. Êxodo 4:24-26.

À primeira vista é surpreendente que o Senhor o quisera matar, porque Moisés, mesmo se sentindo tão incapacitado e temeroso a cumprir o papel que Deus lhe destinara, ainda assim obedecera, dispondo-se a ir para o Egito para libertar o povo de Israel.

Então por que o Senhor mataria um servo obediente e fiel?

Porque Moisés não tinha obedecido à ordem da circuncisão de seus filhos.

A respeito desses versículos a Bíblia Shedd diz que “o vaso escolhido de Deus, que vai realizar no mundo os propósitos divinos, não tem valor nenhum sem um espírito de absoluta obediência em todas as coisas”.

Portanto, a obediência ao Senhor tem de ser em todas as coisas, tanto nas grandes como nas pequenas.

Por conta da mesma desobediência Moisés não entrou na Terra Prometida. Moisés, o homem que falava face a face com Deus, que perseverou liderando o povo de Israel durante quarenta anos no deserto, muitas vezes apaziguando ao Senhor - que se irava diante dos queixumes do povo -, que era fiel... mas que desobedeceu a Deus ao ferir a rocha com o bordão de Arão em Meribá, para dar água ao povo, ao invés de falar à rocha; o que lhe custou sua entrada na Terra Prometida...

Desse trecho das Escrituras tirei duas lições: a primeira é que não basta ouvirmos ao Senhor. Temos que ouvi-lo e estarmos dispostos a obedecê-lo. A segunda é que temos de guardar a obediência em tudo. Nas pequenas e nas grandes coisas. Para que Deus possa nos usar nas grandes antes temos de ser fiéis nas pequenas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Intimidade com o Todo-Poderoso

Esse livrinho, editado pela Mundo Cristão, tem forte conteúdo. Charles Swindoll o escreveu num período sabático, no qual buscou retomar sua intimidade com o Senhor, uma vez que se encontrava preso nos afazeres da vida cotidiana.

Visa a um encontro com Cristo nos lugares secretos de nossas vidas.

Para se chegar a esse encontro com Cristo o autor conclui que são necessárias quatro decisões: 1) Aquietar-se; 2) Reorganizar seu mundo particular; 3) Confiar plenamente no Senhor e 4) Cultivar a serenidade.

Essas quatro decisões demandam quatro disciplinas...

Mais em Intimidade com o Todo-Poderoso, Charles R. Swindoll, Editora Mundo Cristão.

Tempo para tudo...

Eclesiastes
3.1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:
3.2 há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
3.3 tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;
3.4 tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;
3.5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;
3.6 tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;
3.7 tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;
3.8 tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

Como diz a Palavra, “... há tempo para todo propósito debaixo do céu”; tempo para expandir no Senhor e tempo para se recolher no Senhor. “Tudo tem o seu tempo determinado”.
Depois de um tempo de morte, de chorar e de prantear, de derribar e de arrancar o que se plantou, e de calar, vem o tempo de curar, de nascer novamente, de plantar novamente, de edificar novamente, de falar novamente.
A única certeza é de que todos os tempos têm de ser passados na presença do Senhor...

sábado, 30 de abril de 2011

O Vale da Visão

Quando Tu queres me guiar, eu é que me controlo.

Quando Tu queres ser soberano, eu é que dirijo a minha vida.

Quando Tu queres tomar conta de mim, eu me basto.

Quando eu deveria depender de tuas provisões, eu me supro.

Quando eu deveria submeter-me à tua providência, eu faço a minha vontade.

Quando eu deveria ponderar, honrar, e confiar em ti, eu me sirvo.

Eu critico e corrijo as tuas leis para se adequarem a mim.

Em vez de a ti eu busco a aprovação dos homens, e eu sou por natureza um idólatra.

Senhor, o que eu mais quero é levar o meu coração de volta para Ti.

Arthur Bennett, The Valley of Vision, citado por Charles Swindoll em Intimidade com o Todo-Poderoso, um livrinho tremendo.